Fabiana Freisleben

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Saiba como escolher programas para proteger seu PC

É bem possível que você já tenha encontrado pragas digitais que conseguiram se infiltrar no computador, mesmo com o antivírus em perfeito estado de funcionamento. Por isso, na estréia da “Segurança para o PC”, vou dar dicas para os usuários fazerem a escolha certa na hora de adotar softwares de segurança. O foco desta primeira coluna será o antimalware, ou suíte que protege contra diversos tipos de códigos maliciosos, e também conceitos que ajudam na hora de adotar soluções para proteger sua máquina.


Quando um código malicioso invade o computador, a conclusão geralmente é a de que o problema é o software, e a busca por uma ferramenta adequada recomeça toda vez que a anterior falha. O problema, porém, não pode ser encarado desta forma.



Bruce Schneier, um dos mais importantes e reconhecidos especialistas em segurança (alguns o consideram o “Chuck Norris” do ramo), tem o lema “segurança é um processo, não um produto”. A citação reflete nossa procura por uma saída fácil para os problemas, preferencialmente algo que se possa comprar e depois esquecer. Ao afirmar que segurança não é um produto, Schneier nos ensina que, para este campo, não existe um “enlatado” que sirva para todos.

Independentemente do software que você escolher, lembre-se que ele não fará tudo sozinho. Assim, o programa de segurança mais adequado é aquele que você conhece melhor – não apenas em suas configurações, mas em seus pontos fortes e fracos, porque não existe uma solução sem falhas. Ao ter conhecimento das limitações do produto, você sabe quando precisa de um cuidado extra.



Considere ainda que cada programa tem um peso na memória e no processador do computador e que instalar e usar vários programas ao mesmo tempo – especialmente dois do mesmo tipo – poderá diminuir sua segurança, pois softwares de proteção também possuem vulnerabilidades que podem ser aproveitadas por indivíduos e códigos maliciosos. Em julho, a empresa alemã n.runs AG divulgou que, em alguns meses, 800 falhas – 35% delas graves – foram encontradas em softwares antivírus.



Ainda assim, softwares de segurança são importantes ferramentas para ajudar no processo da segurança. Escolher uma ferramenta de qualidade, adequada para suas necessidades, é importante. Nesta primeira coluna, dividida em duas partes, dou algumas dicas para ajudar você a fazer as escolhas certas, começando pela camada “antimalware”.

Antimalware

Primeiro havia o antivírus, depois o antitrojan e, mais tarde, o anti-spyware – todos com funcionamento semelhante. O resultado foi previsível: suítes completas “antimalware” foram criadas, forçando os desenvolvedores mais tradicionais a fazerem o mesmo. A maioria dos softwares “antivírus” é capaz de identificar trojans, spywares e vírus, é claro.

Caso o antivírus que de sua escolha não detecte todo tipo de código malicioso, procure outro software ou uma solução anti-spyware dedicada para trabalhar junto com ele. Se o software já incluir uma proteção, não instale outros aplicativos desnecessários, ou pelo menos deixe os “scanners de tempo real” desativados.



A grande maioria dos usuários de Windows precisa de um programa antivírus para servir de auxílio na identificação de pragas digitais. O software não substitui, porém, os cuidados ao abrir arquivos de fontes inseguras e durante a navegação na internet. Se você nunca abrir um vírus, nunca vai precisar de antivírus. Não abuse da sorte: dependa no antivírus apenas quando necessário.



É importante que você considere a taxa de falsos positivos, que é a freqüência com que o antivírus detecta softwares legítimos como maliciosos, ou seja, são “alarmes falsos”. Um usuário experiente pode identificar um falso positivo facilmente, mas os mais leigos devem preferir uma solução com menos erros.



Avira, AVK e Kaspersky, por exemplo, possuem ótimas taxas de detecção, mas alta taxa de falsos positivos, enquanto o McAfee e o Norton detectam menos pragas, mas tem menos falsos positivos, de acordo com os testes da AV-Comparatives.org.

Um site interessante é o VirusTotal.com. Ao enviar um arquivo no VirusTotal, ele será analisado por 36 antivírus. Se você suspeita de um arquivo específico, ou mesmo acredita ter encontrado um falso positivo, o VirusTotal pode lhe ajudar. Não use-o, porém, para comparar os softwares, pois não é um método objetivo e confiável.

Fonte: http://g1.globo.com

Bilionária é novo rosto da alta tecnologia


Ninguém definiria Cher Wang como "pobre menina rica".

Filha de um dos homens mais ricos do mundo, ela jamais conquistou manchetes por sua vida social ou por desperdiçar o dinheiro do pai.

Na verdade, ela raramente conquista manchetes, ainda que tenha fundado sua própria companhia multibilionária e feito fortuna por conta própria.

Wang é uma das mais poderosas mulheres do mundo da tecnologia, mas ainda assim pouca gente já ouviu falar dela. A empresa que criou, a HTC, responde pela fabricação de um em cada seis dos celulares inteligentes produzidos nos Estados Unidos, a maioria dos quais comercializados sob marcas como Palm e Verizon.

Na semana passada, o mais provável rival do iPhone, o T-Mobile G1, projetado pela HTC e acionado pelo sistema operacional Android, do Google, chegou às lojas. A atenção que o lançamento despertou não é o tipo de coisa que a HTC costume procurar. E o mesmo se aplica a Wang.

"Eu gosto que as coisas sejam assim, na verdade", ela declarou em uma rara entrevista, no mês passado, em um almoço no qual pediu mahi mahi, espinafre e cogumelos, no clube dos professores da Universidade da Califórnia em Berkeley, onde ela se formou em 1981. "Não sinto necessidade de ser o centro das atenções".

Na sua Taiwan natal, porém, onde ela é conhecida como Wang Hsiueh-Hong, Wang e sua família representam uma dinastia no setor de tecnologia. O pai dela, Wang Yung-Ching, que morreu há poucos meses, fundou o conglomerado petroquímico e de fabricação de plásticos Formosa Plastics Group. De acordo com a revista Forbes, ele era o segundo homem mais rico de Taiwan. Duas de suas filhas servem entre os sete executivos que controlam o Formosa Group.

Outra de suas filhas, Charlene Wang, ajudou a fundar a First International Computer, uma fabricante de placas-mãe, em 1980. E Cher Wang é a presidente do conselho não de uma mas de duas empresas: a HTC e a VIA Technologies, especializada no desenvolvimento de tecnologia para chips de silício, presidida por seu marido, Wen Chi Chen, desde 1992.

A revista Forbes estima o patrimônio do casal em US$ 3,5 bilhões. A receita da HTC em 2007 chegou a US$ 3,7 bilhões. Mas Wang afirma que não é a riqueza que a define - nem a pessoal, nem a de sua família.

"Minha família sempre foi muito rigorosa", ela conta. As horas de lazer eram passadas jogando tênis ou basquete. E ela não tinha a intenção de se tornar uma dama da sociedade e viver no ócio. "Meu pai achava que precisávamos todos experimentar coisas diferentes".

Quando era jovem, conta Wang, o pai dela a levava em suas visitas mensais ao hospital local que ele ajudava a financiar. E, também por insistência dele, Wang e os irmãos estudaram no exterior, em lugar de permanecerem em Taipei.

Foi assim que ela veio parar no Vale do Silício. Wang nasceu em Taipei em 1958, e é uma das sete crianças criadas pela segunda mulher de Wang (que se casou três vezes e teve nove filhos). Embora alguns de seus irmãos tenham estudado em escolas privadas em Londres, para Wang os Estados Unidos interessavam mais.

Em 1974, ela se matriculou no College Preparatory School, uma escola privada de elite em Oakland, Califórnia. (Charlene, sua irmã mais velha, estava morando na região de San Francisco.) Wang vivia na casa de um pediatra local, com a família dele. Depois de se formar no segundo grau, ela conseguiu vaga em Berkeley, onde inicialmente se matriculou no curso de música - queria ser pianista. Mas depois de três semanas - e de uma conversa dura com seu conselheiro educacional -, ela decidiu optar pela Economia, disciplina na qual viria a conquistar um mestrado posteriormente.

"Foi esse o edifício do qual eu fugi", ela contou em um passeio pelo campus, apontando para uma sala no segundo andar da escola de música, o local em que ela passou por sua audição, tocando uma peça de Chopin. "Aquele era o meu sonho, mas sempre fui realista".

Depois de se formar em Berkeley, em 1982 ela aceitou emprego na First International Computer, onde inicialmente vendia placas-mãe e mais tarde comandou a divisão de computadores pessoais.

Quando a HTC foi fundada, em 1997, a empresa fabricava laptops. O marido de Wang recorda que, alguns anos depois que a empresa começou a operar, ela e seus sócios foram forçados a fazer uma escolha difícil: concentrar as atividades em laptops ou transferir o foco aos aparelhos eletrônicos de mão, um segmento de mercado que começava a parecer promissor. Wang defendeu a idéia de que a empresa priorizasse a produção de celulares.

"A HTC tinha excelentes engenheiros especializados em desenvolver laptops", conta Chen, "mas o negócio nesse segmento era muito volátil, com grande número de concorrentes". Ela conseguiu perceber, e pressionou em lugar disso por outra solução.

Foi uma escolha inteligente. A receita da HTC chegou a US$ 1 bilhão no trimestre mais recente, crescimento de 29% ante o período no ano anterior. "Em certo sentido, ela é muito exigente", disse Chen. "Se quer que alguma coisa mude, não hesita em falar a respeito".

Nos primeiros dias da HTC, a responsabilidade de Wang era criar relacionamentos com os clientes, entre os quais operadoras de telefonia móvel, e os fornecedores de cujos produtos a HTC necessitava. Ela visitava muito o Vale do Silício. Foi nessa época que se aproximou dos executivos da T-Mobile, um passo crítico para a conquista do contrato de produção do primeiro celular equipado com o Android.

Ela também administrou o relacionamento entre a HTC e a Microsoft, uma parceria já antiga com a companhia cujo sistema operacional aciona a maioria dos celulares produzidos pela HTC. Uma vez por ano, conta Wang, ela visita Seattle para uma reunião com Bill Gates e Steve Ballmer, o presidente-executivo da empresa.

Wang diz que prefere uma vida simples. No seu 50° aniversário, um mês atrás, ela ficou em casa e comeu bolo de morango com sorvete em companhia da família. Ainda que seja parte do clube dos bilionários da tecnologia, ela não usa um jatinho privado para voar de Taipei para a Califórnia. E em lugar de levar seus parceiros de negócios a jantares dispendiosos, ela prefere convidá-los para partidas matutinas de basquete.

Stephen Zelencik, que se aposentou como vice-presidente de vendas e marketing da fabricante de chips AMD, conhece Wang desde que ela era uma jovem executiva na First International Computer. Mas em seus contatos com ela como comandante da HTC, ele descobriu até que ponto a amiga pode ser persistente.

Ele relembra uma negociação especialmente exaustiva, que durou mais de uma semana em Taipei. Wang insistia em conseguir preços mais baixos para um grande pedido de microprocessadores da AMD que sua empresa desejava fazer.

Os dois haviam chegado a um acordo informal sobre preço. Mas Wang, percebendo uma oportunidade no último dia, declarou que queria preço mais baixo, bateu com o dedo no relógio e disse que o avião dele partiria às 14h. "Ela queria que eu cedesse".

Zelencik respondeu que "não precisamos apanhar esse avião". E ela retrucou que "bem, então vamos negociar". Por fim, os dois concordaram em manter os termos decididos anteriormente. "A negociação já havia sido favorável a ela", ele contou. "Mas mesmo assim ela não deixava de se esforçar".

A fé também tem posição importante na vida de Wang, que é cristã como seu marido; ela afirma não ser parte de uma denominação religiosa específica, mas conta que vai à igreja sempre que pode. A espiritualidade dá forma à sua vida. "Sinto que todo mundo tem defeitos", ela conta. "Temos de compreender por que as pessoas são assim - se é o ambiente ou seu histórico". E a religião também influencia seu trabalho. "Jesus nos diz que é preciso trabalhar com afinco, sem preguiça", ela diz.

Ela divide seu tempo entre três cidades. Wang e o marido têm uma casa em Mountain View, na Califórnia (onde um de seus dois filhos mora), uma casa em Taipei e um apartamento em Pequim, usado principalmente para negócios. Embora ela tenha se afastado gradativamente da condução dos assuntos cotidianos na HTC, continua ativa na empresa, se reunindo com clientes e conquistando novos negócios. E continua a ser o árbitro do estilo da empresa, um papel que aprecia muito.

"Essa garotada toda sabe o que está fazendo", diz Zelencik. "Eles não ficam lá sentados gastando dinheiro à toa".

E é exatamente assim que Wang considera que as coisas devem ser. "Eu sempre tive uma grande imaginação, algo que eu desejava usar", conta. "Não compreendo a idéia de dedicar tempo ao lazer".

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Sou Bacharel em Informática de Gestão pela UNIUV/União da Vitória-PR. Trabalho com assistência técnica em equipamentos de informática, em sua maioria impressoras.

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